Como lidar com os segredos dos seus filhos

Como lidar com os segredos das crianças

Assim como os adultos, as crianças também guardam os seus segredinhos. Veja até que ponto deve-se respeitar a privacidade dos pequenos e quando é necessário interferir.

Ninguém se sente a vontade para contar seus segredos com quem não sente apoio ou abertura. Por isso é importante que os pais procurem estabelecer uma relação de confiança e de diálogo.

Todos nós temos os nossos segredos. Podem ser pensamentos, sentimentos ou ideias que desenvolvemos sozinhos e que não queremos compartilhar com ninguém. Podem ser também informações que alguém nos contou e nos pediu para não dividir com outras pessoas. Ou ainda assuntos que nos fazem sofrer e sobre os quais temos dificuldade, vergonha ou temor de dividir com alguém.

Assim como os adultos, as crianças também guardam os seus segredos. Quando os pais percebem que os filhos estão escondendo alguma coisa precisam fazer uma avaliação para saber se é o caso de respeitar a privacidade ou se o assunto velado pode requerer uma intervenção. Saber distinguir entre os segredos inofensivos e aqueles que escondem problemas ou dificuldades que a criança esteja vivenciando é fundamental.

Os segredos inofensivos são aqueles que não incomodam a criança, não alteram a sua rotina ou seu humor e nem colocam em risco a sua segurança. “É o caso dos pequenos segredos entre os amiguinhos de escola, como quando alguém conta para o outro que vai fazer uma viagem ou mudar de casa, mas pede que seu filho não conte a ninguém”, afirma a terapeuta familiar Maria Tereza Raduan.

Quando, porém, os pais percebem que a criança guarda algum segredo que a incomoda é importante estabelecer um diálogo para ajudá-la a resolver o problema. “Os pais devem estar atentos aos sinais. Observar se a criança apresenta dificuldades para dormir, se tem pesadelos muito frequentes, se está mais agressiva, triste, se deixa de se alimentar ou se recusa a querer sair de casa ou ir para a escola. Nesses casos a criança pode estar escondendo algo que está lhe fazendo mal e que tem receio de falar com um adulto”, diz Maria Tereza.

Fonte: Educar Para Crescer

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